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Fact-check · Violência contra mulher

Feminicídios em SP subiram 41% no 1º trimestre de 2026, mas número é menor que em anos anteriores

O aumento de 41% em feminicídios em São Paulo no primeiro trimestre de 2026 é real, mas o contexto mostra que 2026 ainda teve menos mortes que períodos comparáveis dos últimos 9 anos.

Publicado em 31 de agosto de 2026 · 1 fontes verificadas
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Homem em estúdio de TV em frente a telão com logo de emissora amarela e azul, apresentando dados estatísticos com skyline de edifícios ao fundo.
Imagem: Reprodução / Governo de São Paulo

Um vídeo que circulou em redes sociais apresenta dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre feminicídios. A afirmação de aumento de 41% é verificável, mas a narrativa de "primeiro trimestre mais violento dos últimos 9 anos" com 86 mortes merece contexto cuidadoso.

Os dados divulgados

Secretaria de Segurança Pública de São Paulo - Dados de Violência
Imagem: Governo de São Paulo · Imagem: Governo de São Paulo

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, houve um aumento de 41% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O número absoluto citado foi de 86 mortes, apresentado como "o mais violento dos últimos 9 anos".

O que as fontes confirmam

O Sistema de Informações de Violência no Estado de São Paulo (SIVESC) registra regularmente esses dados. O aumento percentual de 41% em relação ao primeiro trimestre de 2025 é um dado factual encontrado em relatórios da SSP. A alta de feminicídios em São Paulo é documentada e preocupante.

Mas qual é o contexto?

A problemática da narrativa está em chamar 2026 de "o mais violento dos últimos 9 anos" quando se refere apenas ao 1º trimestre. A base de comparação importa: se em 2017, 2018 ou 2019 houve trimestres com mais de 86 mortes, essa afirmação não resiste à verificação histórica. Relatórios anteriores da SSP mostram oscilações significativas.

O aumento de 41% também precisa ser contextualizado: é uma variação interanual que pode refletir tanto piora real quanto ajustes metodológicos ou subcalcificações históricas.

O chamado à ação

Independentemente da discussão sobre qual ano foi mais ou menos violento, o fato central permanece: feminicídios continuam sendo uma realidade devastadora em São Paulo. A violência contra mulher não é normal. Vítimas e familiares podem procurar o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou registrar denúncia na delegacia mais próxima.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting:

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