Toda cidade tem seus personagens. Em Martinho Campos, Minas Gerais, um deles tem quatro patas, pelagem caramela e nome de mulher levada: Serena, apelidada de Piriguete pelos moradores. No desfile de 7 de Setembro de 2026, a cachorra se tornou a atração mais procurada pelas lentes dos celulares quando desfilou uniformizada, acompanhando a banda ao lado dos pelotões cívicos.
Uma estrela com quatro patas

Serena não apareceu no desfile por acaso. Há tempos a cachorra circula pelas ruas de Martinho Campos, acompanhando pedestres, frequentando o comércio local e se tornando praticamente um símbolo da comunidade. Moradores a conhecem bem: ela tem casa, mas passa o dia perambulando pela cidade, juntando-se a grupos de pedestres, visitando lojas e até estúdios.
O dia que virou celebridade
No 7 de Setembro, os organizadores do desfile decidiram homenagear a mascote local fornecendo-lhe um uniforme próprio. Assim, durante a marcha cívico-militar, Serena desfilou ao lado dos pelotões em igualdade de condições com os demais integrantes. O registro do momento viralizou nas redes sociais, gerando comentários divertidos sobre a participação especial.
Muito mais que um cachorro de rua
O fotógrafo Marcus Vinícius, que registrou o evento, evidenciou a importância simbólica de Serena para Martinho Campos. "Aquela caramelo é praticamente um símbolo nosso de Martinho Campos. Mas o nome dela é Serena. Ela tem casa, mas roda a cidade inteira, acompanha o pessoal do pedal, vai aos comércios, até no meu estúdio ela aparece. É muito querida, a cidade inteira gosta dela", relatou.
Para Marcus, o gesto ganhou significado patriótico na data: "No 7 de setembro, em plena data de independência, ter o caramelo que já é um símbolo do Brasil desfilando fantasiado foi muito lindo." A frase remete à conexão cultural do brasileiro com o vira-lata caramelo, figura que vem rendendo memes e campanhas de reconhecimento há anos.
O carinho de toda uma cidade
Carine Lopes de Oliveira, responsável pela página de Serena nas redes sociais, confirma que a cachorra já é parte do cotidiano local há tempo. Não é celebridade de última hora: é patrimônio vivo da comunidade. A presença dela no desfile cívico não foi apenas um momento engraçado, mas um reconhecimento público da querência que Martinho Campos sente por sua cadela mais famosa.


