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Fact-check · Animais

Vídeo de homem agredindo cachorro 'olho no olho' em rua de paralelepípedo é real e aconteceu em Rio das Pedras (SP)

As imagens que voltaram a circular como 'agressão olho no olho' foram gravadas por câmera de monitoramento em Rio das Pedras, interior de São Paulo, em agosto de 2024. Funcionário de autopeças confessou.

Publicado em 01 de junho de 2026 · 2 fontes verificadas
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Vídeo de homem agredindo cachorro 'olho no olho' em rua de paralelepípedo é real e aconteceu em Rio das Pedras (SP)
Imagem: Reprodução / ND Mais

As imagens são duras e voltam a circular nas redes com nova legenda dramática, mas a cena é antiga e tem identificação completa: foi gravada em Rio das Pedras, no interior de São Paulo, no sábado 3 de agosto de 2024, pela câmera de monitoramento da própria empresa onde o agressor trabalhava.

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O que mostra o vídeo

Homem agride cachorro com cinto e chutes e arrasta animal pela rua em São Paulo
Imagem: ND Mais · Imagem: ND Mais

A gravação capta um homem parando no meio de uma rua de paralelepípedo, ao lado de um carro estacionado, e desferindo golpes contra um cachorro que aparece deitado. Em outros trechos da mesma filmagem, ele bate no animal com um cinto, dá chutes e arrasta o cão pelas patas, atravessando a faixa de pedestres até a calçada de uma empresa de autopeças. O registro tem horário, posição fixa de câmera de segurança e placa de veículo visível, elementos que ajudaram a polícia a identificar todo mundo envolvido.

A versão que voltou a viralizar acrescenta a frase 'na base do olho no olho', sugerindo um confronto entre homem e cachorro. A descrição é dramatizada: o vídeo mostra agressão unilateral, com o cão se encolhendo e, em determinado momento, se virando 'como se fosse para receber carinho', segundo a descrição feita pela Polícia Civil à CBN Campinas. É nesse instante que ele leva mais um chute.

Onde e quando aconteceu

Homem é detido após chutar e espancar cachorro que entrou em empresa
Imagem: CBN Campinas 99,1 FM · Imagem: CBN Campinas 99,1 FM

O caso foi registrado em Rio das Pedras, município da região de Piracicaba, no interior paulista. A empresa fica no entroncamento das rodovias Cornélio Pires e do Açúcar. As agressões aconteceram no sábado 3 de agosto de 2024 e o homem foi localizado dois dias depois, numa operação da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC) de Piracicaba, conforme apurado pelo ND Mais e pela CBN Campinas.

Na ocasião, o agressor era funcionário da empresa de autopeças. Confessou as agressões e disse aos investigadores que estava 'arrependido', alegando que praticou a violência porque o cachorro 'entrava na empresa com frequência'.

Quem é o cachorro

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O animal não era abandonado nem de rua. Os tutores foram identificados pela polícia. Eles moram num sítio vizinho à empresa e relataram que o cachorro tinha o costume de escalar o alambrado e fugir do terreno. Assim que souberam que ele estava no pátio da empresa de autopeças, foram buscá-lo. Não sabiam, segundo o relato, que tinha rolado agressão até verem as imagens.

Apesar dos chutes, das cintadas e do arrasto, a Polícia Civil informou que o cão não apresentou lesões visíveis quando foi avaliado.

O que diz a lei

O homem passou a responder pelo crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei Federal 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. O dispositivo pune quem 'pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados'. Em casos envolvendo cães e gatos, a pena foi endurecida pela Lei 14.064/2020, podendo chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda.

Na ocasião, segundo a CBN Campinas, ele não ficou preso porque não havia situação de flagrante, e respondeu em liberdade. A apuração ficou a cargo da DEIC de Piracicaba.

A reação da empresa

Com a repercussão do vídeo, a empresa de autopeças publicou nota dizendo estar 'indignada' com a conduta do funcionário. 'Enfatizamos que somos uma empresa séria, e queremos deixar claro que não compactuamos com essa atitude, e já foram tomadas medidas cabíveis em relação ao ocorrido', informou o comunicado reproduzido pelo ND Mais.

Por que volta a viralizar

É comum que vídeos de violência contra animais voltem a circular meses ou anos depois, normalmente com legendas novas que apagam o contexto original (cidade, data, desfecho judicial). No caso de Rio das Pedras, a cena é a mesma: a câmera, o paralelepípedo, o carro estacionado e a calçada da empresa coincidem com as imagens divulgadas pela imprensa do interior paulista em agosto de 2024. A história, portanto, é verdadeira, está documentada por dois veículos independentes e tem desdobramento policial registrado. A moldura 'olho no olho', porém, é construção editorial de quem republicou: o vídeo mostra agressão, não confronto.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting:

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